Buraco d'Oráculo

O grupo Buraco d'Oráculo nasceu, em 1998, no bairro de Cangaíba, Zona Leste da cidade de São Paulo, com o intuito de criar um grupo de teatro que discutisse o homem urbano contemporâneo e seus problemas. Desta forma, e desde o inicio, o grupo optou pelo teatro de rua, pois esta foi a maneira mais efetiva que encontraram de compartilhar momentos de reflexão e afetividade por meio da arte.

O trabalho do grupo é calcado em três pontos fundamentais: a rua, como espaço de promover o encontro direto com o publico: a cultura popular como fonte geradora de inspiração e motivação, e o cômico (destacando-se a farsa e as relações como o denominado “realismo grotesco”).

A descoberta do popular deu-se a partir do encontro com Ednaldo Freire, que orientou o grupo durante dois anos (1999 e 2000) dentro do projeto Ademar Guerra da Secretaria de Estado da Cultura.

O grupo optou por usar o popular e a rua como determinação e alvo de critica. Dessa forma, o trabalho, pelas características e adesões apresentadas, levou o grupo ao encontro de um publico diferente daquele que freqüenta as salas de espetáculos. Assim, começou a desenvolver trabalhos de forma descentralizada, buscando democratizar o acesso do fazer artístico. Desde 2002, atua em São Miguel Paulista, bairro da Zona Leste e São Paulo.

Essa necessidade de democratização do fazer artístico levo-o a ampliar seu raio de atuação, apresentando seus espetáculos nos conjuntos habitacionais da Companhia de Habitação (COHAB) da Zona Leste, densamente povoados, por intermédio do projeto Circular COHAB's, desenvolvido em 2005 com recurso do VAI – Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais. Nesse processo de circulação, o trabalho ampliou-se, a partir de 2006, graças ao apoio do Programa de Fomento Para o Teatro na Cidade de São Paulo.

Em 2008, o Buraco d'Oráculo obteve recursos do Programa de Fomento Para o Teatro na Cidade de São Paulo, e a partir de maio de 2008 passou a desenvolver um trabalho de pesquisa junto as comunidades de atuação do grupo, que apoiado por um processo de aperfeiçoamento técnico resultou em um novo trabalho (“Ser Tão Ser”), que teve sua estréia em agosto de 2009.

Os espetáculos são protagonizados por tipos que estão à margem da sociedade, como charlatões, vendedores ambulantes, pedintes entre outros. Desde a nossa formação até o presente momento foram montados sete espetáculos que buscam manter essas propostas.

Espetáculo

  • 2006- A Farsa do Bom Enganador, adptação e direção de Atílio Garret
  • 2009- Ser Tão Ser – Narrativas da Outra Margem, direção de Adailton Alves